Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e
Combate à Fome
Painel de Monitoramento do Painel Brasil Sem Fome (BSF)
Escala Brasileira de Insegurança
Alimentar
O principal indicador do Plano Brasil Sem Fome é o índice de insegurança alimentar
apurado pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizando a Escala Brasileira
de Insegurança
Alimentar (EBIA). A EBIA mede a percepção das famílias sobre a situação de segurança
alimentar nos seus domicílios.
Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate
à Fome (MDS),
o IBGE aplicou a EBIA na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc),
nos quartos trimestres de 2023 e 2024.
O compromisso de produzir dados oficiais anuais sobre a segurança alimentar no país é
uma meta do Brasil Sem Fome.
Em 2022, os dados divulgados pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança
Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), a partir de um inquérito nacional realizado
com base na EBIA (II VIGISAN), apontavam que, no primeiro trimestre daquele ano,
15% dos domicílios do país, onde viviam 33 milhões de pessoas, estavam em insegurança
alimentar grave.
A EBIA, aplicada pelo IBGE na PNADc do 4º trimestre de 2023, revelou que, ao final do
primeiro ano do governo Lula,
o índice de domicílios em insegurança alimentar grave tinha se reduzido a 4,1%, o que
representava um total de
8,5 milhões de pessoas vulneráveis à fome.
Os dados de 2024 mostraram que o país reduziu a fome ao menor patamar da série
histórica: a insegurança alimentar grave
diminuiu para 3,2% dos domicílios , e o número de pessoas afetadas pela fome caiu para
6,5 milhões. Ou seja, em apenas um ano,
2 milhões de pessoas saíram da situação de insegurança alimentar grave .
Além disso, a segurança alimentar subiu de 72,4%, em 2023, para 75,8% dos domicílios , em
2024. Isso significa que,
em um ano, mais 8,8 milhões de pessoas superaram qualquer nível de insegurança alimentar
e passaram à situação de
segurança alimentar.